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01/03/2021
Displasia coxofemoral em cães: o que é, sintomas e tratamento
displasia-coxofemoral-em-cães
Guia Rápido
Tipo de doença
Genética crônica ou adquirida
Principais sintomas da displasia coxofemoral em cães
Diminuição da atividade, dificuldade ou relutância em saltar, levantar, pular, correr ou subir escadas, dor, perda de massa muscular da coxa, estalos ao andar, mancar, redução dos movimentos e sentar-se de lado
Tratamento para displasia coxofemoral em cães e cura
Não tem cura, mas pode ser controlada com diversas formas de tratamento que vão desde a perda de peso, uso de medicamentos, fisioterapia e até cirurgia
Como prevenir
Não existe prevenção, mas alguns cuidados podem dar mais qualidade de vida ao cachorro e faz com que os sintomas aparecem mais tarde. Além disso, ao adotar um animal, verif**ar se seus pais têm a condição, o que aumenta suas chances de ter
O que é?
A displasia coxofemoral em cães é uma condição esquelética muito comum que é causada por uma má formação da articulação do quadril e também por tecidos moles próximos, ou seja, a musculatura, tendões e ligamentos da região. Com isso, a junção entre a bacia e o fêmur não se desenvolve corretamente. Por consequência, ao invés de deslizar suavemente durante os movimentos, as partes acabam se esfregando uma na outra.
É uma doença difícil tanto para os tutores, ao testemunharem o sofrimento, como para os animais que sentem dores e têm restrição de movimentos por causa da displasia coxofemoral em cães. Ao longo do tempo, esse atrito causa desgaste e pode provocar perda de função. Em outras palavras, leva à paraplegia do animal.
Sintomas
Os sintomas da displasia coxofemoral em cães se apresentam de acordo com a gravidade da situação, com o grau de inflamação, das folgas nas articulações e da duração da doença. Há cachorros que apresentam sintomas bem jovens, com cerca de quatro meses de idade, enquanto outros, somente quando mais velhos ou com o desenvolvimento da artrite à medida que envelhecem. Veja quais são os principais sintomas da displasia coxofemoral em cães:
Diminuição da atividade
Redução da amplitude (limitação) de movimento
Hesitação ao usar os membros traseiros
Dificuldade ou relutância em saltar, pular, correr ou subir escadas
Perda da massa muscular da coxa
Dor
Rigidez dos membros
Crescimento dos músculos do ombro (para compensar os membros traseiros)
Sentar-de lado
Mancar
Perda ou alteração de mobilidade
Arrastar-se para andar
Estalos ao andar
Causas
A displasia coxofemoral em cães possui diversas causas. A principal delas é a genética. Essa má formação nas articulações é hereditária e afeta principalmente cachorros grandes e gigantes como pastor alemão, labrador retriever, dogue alemão, rottweiler, entre outros. No entanto, isso não descarta o aparecimento do problema em raças de pequeno porte.
Além da predisposição genética, existem outras razões que contribuem para que a displasia coxofemoral em cães ocorra. A carga nutricional do cardápio do pet e a qualidade dos alimentos influenciam diretamente na doença. Cachorros de grande porte necessitam de uma alimentação especial e bem formulada. Isso ajuda na saúde do animal e na prevenção do crescimento excessivo.
Ao crescerem, as articulações dos cachorros com displasia coxofemoral não se formam corretamente, causando distúrbios esqueléticos e a degeneração das articulações. Daí a importância de não acelerar o crescimento de filhotes de raças de grande porte com rações hipercalóricas ou cheias de proteína.
Outro motivo é o ganho de peso e a obesidade canina. Ao engordar ocorre um estresse nas articulações que podem tanto agravar a pré-existência da doença como causá-la. A falta e o excesso de atividades físicas, bem como lesões, também contribuem e afetam essa condição.
Tratamento e Prevenção
Às vezes, o diagnóstico da displasia coxofemoral em cães é bem simples. No check-up regular do cachorro, o veterinário pode identif**ar a doença facilmente. Em outros casos, é preciso realizar alguns te**es, exames físicos e radiografia para ter um diagnóstico correto. A radiografia auxilia ainda a descobrir qual é o melhor tratamento para cada animal.
Se a doença for comprovada, o tratamento é feito de diversas maneiras. Em geral, quando o caso é leve ou moderado, a recomendação é a perda de peso, restrição de atividades físicas, fisioterapia, medicações, suplementos e até acupuntura.
Nos casos graves, pode ser realizada uma cirurgia. O cirurgião pode optar por implantar uma prótese total do quadril para minimizar a dor e devolver a funcionalidade. Outra alternativa é realizar uma osteotomia (cirurgia corretiva) nos casos de cachorros que não tenham artrite. Além dessas, existem diversas outras técnicas que podem ser aplicadas na cirurgia, e a melhor depende da situação de cada animal.
Como prevenir a displasia coxofemoral em cães
A displasia coxofemoral em cães é uma doença difícil de ser prevenida e, mesmo tomando todos os cuidados, há cachorros que infelizmente vão sofrer desse mal de um jeito ou de outro. Porém, algumas ações podem reduzir o desenvolvimento dessa condição.
– Alimentação: alimente o seu filhote com uma dieta balanceada e apropriada, especialmente se seu cachorro for de raça de grande porte. Isso ajuda a desenvolvê-lo de forma saudável e evita o crescimento excessivo.
– Prevenção da obesidade: tome cuidado com o ganho de peso do animal, evitando dar comidas gordurosas ou que fujam da alimentação saudável que seu pet precisa ter. Promova a quantidade adequada de atividades físicas – mas sem exagerar, no caso de animais com tendência a ter displasia coxofemoral.
– Suplementos: o uso de suplementos, especialmente aos cães com maior propensão a desenvolver artrite, pode ajudar a diminuir os sintomas da doença. Converse com o seu veterinário para saber a melhor opção para seu cachorro.
– Cuidados com o ambiente: evite pisos com textura lisa e prefira carpetes, pisos emborrachados e de textura áspera. O piso de textura lisa faz com que o cachorro precise de mais força e equilíbrio para completar o movimento, causando dor e desconforto, podendo agravar o quadro.
FONTE:
Displasia coxofemoral em cães: o que é, sintomas e tratamento | DogHero A displasia coxofemoral em cães é uma condição esquelética comum, que causa uma má formação da articulação do quadril. Veja os sintomas e tratamentos.
14/02/2021
Influência e Benefícios dos Animais de Estimação na Vida das Pessoas
Atualizado em 12 jun 2020 by Psicóloga Thaiana F. Brotto
Benefícios dos animais de estimação para saúde mental
Algumas pessoas ainda não acreditam, mas existe uma grande influência dos animais de estimação na vida (e na autoestima!) das pessoas. Atualmente existe um trabalho feito com animais, também como forma de terapia, onde o objetivo é que os animais tragam conforto e carinho para pessoas enfermas.
É fato que conviver com animais dóceis traz alegria e bem-estar, e o convívio é sempre agradável e reconfortante.
Os animais de estimação são capazes de transmitir a sensação de bem-estar por serem carinhosos e cuidarem das pessoas que estão ao seu redor, de forma pura e sincera. O nosso cérebro é capaz de reconhecer um gesto sincero e, por isso, os benefícios desta convivência são sempre muito positivos.
É aconselhável, então, ter um animal de estimação?
Para aqueles que gostam, sim. Não existem malefícios e, portanto, é capaz de gerar um conforto diário para os pacientes que estão em situações mais complicadas, também como forma de companhia.
Os psicólogos notam em consultório que aqueles pacientes que possuem um animal de estimação, sempre depositam grande parte de suas melhorias ao companheiro peludo, e as razões são muitas.
Com o seu animal de estimação você pode:
Passear no parque;
Tirar o cochilo da tarde;
Esquentar os pés no frio;
Ensinar/adestrar (cães – mais do que gatos – aprendem muito rápido!);
Por isso, a psicologia apoia a convivência com animais de estimação, em benefício tanto para o animal, quanto para o dono, afinal, o bem-estar é recíproco.
Hoje em dia quem pensa em ter um animal de estimação apenas como sinônimo de bem-estar, levar para passear, falar com os vizinhos, etc., não sabe realmente que dedicar parte do seu tempo aos amados bichinhos vai muito além dos padrões e modas de nossa sociedade.
Com certeza existem muitos benefícios que tornam a vida da pessoa em um salto de qualidade de vida, junto ao seu animal de estimação, e claro, também para o seu melhor amigo. Segundo psicólogos, os benefícios para o bem-estar são imensos.
Apesar de já terem sido feitas pesquisas e publicados seus resultados, muita gente ainda não sabe quais são os benefícios dos animais de estimação para a saúde mental. Leia o texto e confira os principais benefícios dos animais de estimação.
A influência dos animais de estimação na vida das pessoas
Conheça os 6 benefícios dos animais de estimação para a saúde mental
1. Cura a solidão
Os animais de estimação acabam por afugentar a solidão e isso é ótimo para pessoas que f**am muito sós. O pet pode ser uma excelente forma de companhia, e com isso, dando a sensação de segurança e afeto. Também é uma ótima forma de amenizar o sofrimento do isolamento social de pessoas que sofrem de depressão severa e outros transtornos.
2. Restaura o amor próprio
Ter um animal de estimação também estimula o sistema límbico do cérebro, ligado às emoções. Da mesma forma que os animais estreitam laços de carinho incondicional, essa relação gera mais autoestima, fazendo a pessoa ter outra forma de lidar consigo e começar a se gostar. Lembrando, os animais não julgam os nossos atos, por isso, essa autoestima tende a ser ef**az no tratamento individual.
3. Diminui o estresse e a depressão
O próprio nome diz: animal de estimação, ou seja, é um ser a estar numa relação de carinho e afeto, ser estimado por alguém. Isso por si só, já automaticamente estabelece uma correlação direta com o nosso estado depressivo ou de ansiedade e estresse.
Os sintomas de ambos são relacionados ao isolamento, a falta de iniciativa, a perda de amor próprio e com os outros. É comprovado que um tempo por dia dedicado ao seu animal de estimação equivale a um bom tratamento a base de remédios.
4. Dá motivação e vida social
A estimulação criada pela rotina de levar para passear, ou propiciar jogos recreativos faz com que a vida social seja mais prazerosa do que a reclusão. Esse também é um dos grandes benefícios dos animais de estimação.
O reaquecimento do convívio social é parte importante para a saúde mental. As novas amizades e todo o vínculo com o social tende a ser muito benéfico. A pessoa passa a ser bem mais comunicativa e sociável do que antes.
5. Cria a responsabilidade
Manter um animal de estimação criará senso de responsabilidade para com ele, já que será necessário ter uma rotina diária de alimentação, cuidados, higiene, levar para fazer seus exercícios etc. E isso para pessoas que possuem depressão é excelente e saudável.
Ele, de certa forma, torna-se dependente do dono e isso gera um compromisso que se converte em ideal. Pessoas que possuem problemas com tarefas e disciplinas, serão altamente beneficiadas, pois esses encargos fazem de a pessoa pesar na balança a relação de culpa e de cuidado com o outro.
6. Traz felicidade
Cientif**amente, a relação de afeto, cuidado e sensibilidade aumenta os níveis de oxitocina que estimulam, por sua vez, a produção de serotonina e dopamina. O que signif**a isso?
O cérebro produz substâncias como a serotonina que tem ligação com a diminuição do sentimento de solidão e da depressão. Sem a dopamina, a pessoa f**ará propensa a trabalhar cada vez menos com responsabilidade.
Lembrando que a solidão social pode causar transtornos mentais na pessoa, e esse conjunto de químicas cerebrais, quando estimuladas, são importantes na construção da felicidade. Nisso, abraçar um animalzinho fará aumentar o nível de oxitocina.
Tudo isso contribui para afastar a depressão e a ansiedade. Seja o animal que for, todos esses benefícios de relação ser humano/animal, devem ser levados em conta.
Isso sem falar do benefício para outros órgãos do corpo essenciais para a vitalidade, como o coração, por exemplo. Dentre os muitos benefícios dos animais de estimação também podem ser incluídos a diminuição do risco de infarto e outras doenças cardíacas. Por isso os médicos afirmam: o contato com animais traz felicidade, saúde e longevidade.
Os animais de estimação e um estilo de vida saudável
Esses benefícios dos animais de estimação são fundamentais para ter uma boa saúde mental e emocional, além das vantagens no corpo. Seja levando o seu animal para um passeio, treiná-lo, ou simplesmente curtir a sua companhia, todas elas são formas saudáveis da mente estar ocupada e em contato direto com estas funções.
Os benefícios dos animais de estimação se estendem para as pessoas que precisam alterar o seu padrão comportamental, no processo de terapia, e também para as crianças e idosos. O envelhecimento saudável proporcionado pela companhia de animais de estimação estimula a vitalidade e o fortalecimento do sistema imunológico.
Este tipo de convivência, para o bem-estar, é comprovado?
Sim. Existem inúmeras pesquisas (e vídeos, que podemos acessar pela internet – vale a pesquisa), em que é comprovado que a convivência entre animais e seres humanos traz alegria, qualidade de vida e bem-estar ao convívio tanto familiar, quanto para aqueles que moram sozinhos.
Isto porque o animal geralmente se apega rapidamente ao seu dono, transmitindo afeto, segurança e cumplicidade, de modo que todos estes sentimentos agregam positivamente à vida do ser humano.
Observações profissionais:
Não é uma regra e nem uma obrigação ter um animal de estimação quando se está passando por situações complicadas. Essa influência se dá naturalmente no convívio animais de estimação x ser humano.
Certamente, quando o paciente precisa de auxílio psicológico, a ajuda de um profissional especializado é essencial. O texto retratado mostra uma realidade do dia-a-dia, mas deixamos claro que esta não é a única forma de solucionar problemas de baixa autoestima, fobia social, depressão, entre outros.
FONTE:
Influência e Benefícios dos Animais de Estimação na Vida das Pessoas - Psicólogos São Paulo Algumas pessoas ainda não acreditam, mas existe uma grande influência dos animais de estimação na vida (e na autoestima!) das pessoas. Atualmente existe um trabalho feito com animais, também como forma de terapia, onde o objetivo é que os animais … Continue lendo →
14/02/2021
Adestramento pode fortalecer laços entre cães e donos e ajuda no comportamento do pet
Primeiro passo para o trabalho é ensinar coisas básicas aos animais, como sentar e deitar.
O adestramento ajuda a estreitar o laço entre o cão e o dono, além de dar mais disciplina ao animal. Esse laço f**a ainda mais forte porque o cão passa a entender o que o dono quer e, quando os dois se entendem, tudo f**a mais fácil.
Para o adestrador Osmir Caetano de Souza adestrar é, basicamente, ensinar ao animal a obedecer comandos. Dar educação básica do dia-a-dia é o primeiro passo, é o alicerce para o adestramento ter grande sucesso.
“Nós não vemos a raça, se tem raça mais fácil ou não para adestrar, mas sim o indivíduo, o temperamento do cachorro. Para o animal ensinamos os movimentos através de nossa postura, como sentar, deitar, ele fazer uma leitura do adestrador. Ele atendendo aos comandos entra o dono e ela vai emparelhar o comando e obedece”, afirma.
Segundo o adestrador, o primeiro passo para o trabalho é ensinar coisas básicas aos animais, principalmente a não fugirem de casa. O ideal, segundo ele, é iniciar o adestramento o mais cedo possível, assim o aprendizado será mais fácil e rápido. O aprendizado pode ser mais lento conforme avança a idade, mas é perfeitamente possível adestrar cães de qualquer idade.
Osmir explica que o valor depende muito do trabalho que será feito com o cão e quanto tempo irá durar o adestramento, mas as aulas começam em torno de R$ 150. Em caso de adestramento de obediência, por exemplo, as aulas podem durar quatro meses.
“Existem vários tipos de trabalho, se tem problema comportamental com o cão, não precisa fazer um trabalho prolongado, é uma coisa específ**a. Aí é cobrado por aula. Em caso de adestramento de obediência, sentar, deitar, andar na rua, é outro tipo de treinamento, mais prolongado”, afirma.
A empresária Gisele Polotto tem dois border collies e quer que eles consigam conviver com os cavalos no haras, e com outros cachorros que já vivem no local. “Eles estão bem, super legal, a sensação é de satisfação, a gente conversa com o corpo e eles entendem, é uma sensação única eles atenderem o comando no adestramento”, afirma.
empresária Gisele Polotto tem dois border collies e quer que eles consigam conviver com os cavalos no haras — Foto: TV TEM/Reprodução
empresária Gisele Polotto tem dois border collies e quer que eles consigam conviver com os cavalos no haras — Foto: TV TEM/Reprodução
Para o trabalho
Mas o adestramento não é só para o lazer e a boa convivência. Ele também é usado para trabalhar. Em São José do Rio Preto (SP), a polícia tem pastores belgas treinados para agir contra o crime.
“O policial dá o comando para o cão procurar, a postura do cão é de ir atrás de algo, ele procura o objeto. Ele sabe o que procura e mostra que localiza que encontrou dr**as, ou armas de fogo. Os cães são selecionados de filhote e são treinados para isso”, afirma o tenente da polícia Cássio Lenarduzzi.
Cada cão é treinado por um policial e é sempre o mesmo, para eles se acostumarem e a atuação ser mais ef**az. Mas essa relação é tão próxima e afetiva, que vai além do trabalho. “Estamos todo dia em contato com eles, então é uma fidelidade muito grande entre a gente e cria um laço muito forte”, afirma o cabo Leandro Taglietti.
Cão da Polícia Militar de Rio Preto durante treinamento — Foto: Reprodução/TV TEM
Cão da Polícia Militar de Rio Preto durante treinamento — Foto: Reprodução/TV TEM
FONTE: https://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/mundo-pet/noticia/adestramento-pode-fortalecer-lacos-entre-caes-e-donos-e-ajuda-no-comportamento-do-pet.ghtml
Adestramento pode fortalecer laços entre cães e donos e ajuda no comportamento do pet
Primeiro passo para o trabalho é ensinar coisas básicas aos animais, como sentar e deitar.
Por G1 Rio Preto e Araçatuba
19/10/2017 08h01 Atualizado há 3 anos
Osmir durante adestramento de cachorro em Rio Preto — Foto: Reprodução/TV TEM
Osmir durante adestramento de cachorro em Rio Preto — Foto: Reprodução/TV TEM
O adestramento ajuda a estreitar o laço entre o cão e o dono, além de dar mais disciplina ao animal. Esse laço f**a ainda mais forte porque o cão passa a entender o que o dono quer e, quando os dois se entendem, tudo f**a mais fácil.
Para o adestrador Osmir Caetano de Souza adestrar é, basicamente, ensinar ao animal a obedecer comandos. Dar educação básica do dia-a-dia é o primeiro passo, é o alicerce para o adestramento ter grande sucesso.
“Nós não vemos a raça, se tem raça mais fácil ou não para adestrar, mas sim o indivíduo, o temperamento do cachorro. Para o animal ensinamos os movimentos através de nossa postura, como sentar, deitar, ele fazer uma leitura do adestrador. Ele atendendo aos comandos entra o dono e ela vai emparelhar o comando e obedece”, afirma.
Segundo o adestrador, o primeiro passo para o trabalho é ensinar coisas básicas aos animais, principalmente a não fugirem de casa. O ideal, segundo ele, é iniciar o adestramento o mais cedo possível, assim o aprendizado será mais fácil e rápido. O aprendizado pode ser mais lento conforme avança a idade, mas é perfeitamente possível adestrar cães de qualquer idade.
Osmir explica que o valor depende muito do trabalho que será feito com o cão e quanto tempo irá durar o adestramento, mas as aulas começam em torno de R$ 150. Em caso de adestramento de obediência, por exemplo, as aulas podem durar quatro meses.
“Existem vários tipos de trabalho, se tem problema comportamental com o cão, não precisa fazer um trabalho prolongado, é uma coisa específ**a. Aí é cobrado por aula. Em caso de adestramento de obediência, sentar, deitar, andar na rua, é outro tipo de treinamento, mais prolongado”, afirma.
A empresária Gisele Polotto tem dois border collies e quer que eles consigam conviver com os cavalos no haras, e com outros cachorros que já vivem no local. “Eles estão bem, super legal, a sensação é de satisfação, a gente conversa com o corpo e eles entendem, é uma sensação única eles atenderem o comando no adestramento”, afirma.
empresária Gisele Polotto tem dois border collies e quer que eles consigam conviver com os cavalos no haras — Foto: TV TEM/Reprodução
empresária Gisele Polotto tem dois border collies e quer que eles consigam conviver com os cavalos no haras — Foto: TV TEM/Reprodução
Para o trabalho
Mas o adestramento não é só para o lazer e a boa convivência. Ele também é usado para trabalhar. Em São José do Rio Preto (SP), a polícia tem pastores belgas treinados para agir contra o crime.
“O policial dá o comando para o cão procurar, a postura do cão é de ir atrás de algo, ele procura o objeto. Ele sabe o que procura e mostra que localiza que encontrou dr**as, ou armas de fogo. Os cães são selecionados de filhote e são treinados para isso”, afirma o tenente da polícia Cássio Lenarduzzi.
Cada cão é treinado por um policial e é sempre o mesmo, para eles se acostumarem e a atuação ser mais ef**az. Mas essa relação é tão próxima e afetiva, que vai além do trabalho. “Estamos todo dia em contato com eles, então é uma fidelidade muito grande entre a gente e cria um laço muito forte”, afirma o cabo Leandro Taglietti.
Cão da Polícia Militar de Rio Preto durante treinamento — Foto: Reprodução/TV TEM
Cão da Polícia Militar de Rio Preto durante treinamento — Foto: Reprodução/TV TEM
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