Dr. Daniel Setta
Cardiologista
Corticoides e o coração
Os corticoides estão entre os medicamentos mais importantes da medicina moderna. Eles salvam vidas e são fundamentais no tratamento de doenças inflamatórias, alérgicas, reumatológicas e autoimunes.
O problema geralmente não está no uso por poucos dias.
A preocupação surge principalmente com o uso prolongado e repetido.
Os corticoides podem elevar a pressão arterial, aumentar a glicose no sangue, favorecer o ganho de peso e provocar alterações no colesterol.
Ao longo do tempo, essas alterações podem contribuir para um aumento do risco cardiovascular.
O risco é ainda maior em idosos, hipertensos, diabéticos, obesos e pacientes com doença cardiovascular prévia.
Isso não significa que o corticoide deva ser evitado quando existe indicação médica.
Significa apenas que seu uso deve ser acompanhado, monitorando pressão arterial, peso, glicemia e perfil lipídico.
O problema não é o corticoide. O problema é esquecer que ele também pode ter consequências cardiovasculares.
InsuficienciaCardiaca
Corticoides
Corticoide
SaudeDoCoracao
Cardiologista
DrDanielSetta
CardiologiaPreventiva
MedicinaBaseadaEmEvidencias
EmergenciaCardiologica
LongevidadeComSaude
Anti-inflamatórios e o coração
Os anti-inflamatórios estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo, mas não são isentos de riscos.
Eles podem aumentar a pressão arterial, provocar retenção de líquidos e descompensar doenças cardiovasculares já existentes.
O risco é maior em idosos, hipertensos, pacientes com insuficiência cardíaca, doença renal crônica e em quem já sofreu infarto ou AVC.
Por isso, o uso deve ser feito na menor dose possível e pelo menor tempo necessário, idealmente não ultrapassando 3 a 5 dias sem orientação médica.
Entre os anti-inflamatórios tradicionais, o naproxeno costuma apresentar um perfil cardiovascular mais favorável, mas nenhum deles é completamente livre de riscos.
Automedicação não é uma boa estratégia quando o assunto é saúde cardiovascular.
Hipertensao
InsuficienciaCardiaca
DoencaRenalCronica
Antiinflamatorios
SaudeDoCoracao
Cardiologista
DrDanielSetta
CardiologiaPreventiva
MedicinaBaseadaEmEvidencias
EmergenciaCardiologica
13/06/2026
Vacinação também é prevenção cardiovascular.
Foi uma satisfação participar de mais um evento discutindo o impacto da vacinação na saúde do coração.
Além de prevenir infecções, vacinas contra influenza, pneumococo e herpes-zóster têm sido associadas à redução de desfechos cardiovasculares importantes, como infarto, AVC e descompensação da insuficiência cardíaca.
Trata-se de uma estratégia de baixo custo, segura e com potencial de grande impacto populacional, mas que ainda é frequentemente negligenciada.
Em tempos de desinformação, vale reforçar: a prevenção baseada em evidências continua sendo uma das ferramentas mais poderosas da medicina.
Cuidar do coração também passa pela vacinação.
HerpesZoster Infarto AVC
Um idoso pode fazer cirurgia cardíaca?
Sim.
A idade, por si só, não é uma contraindicação para cirurgia cardíaca.
Hoje, mesmo pacientes com mais de 80 anos podem ser submetidos com sucesso a procedimentos complexos, desde que sejam cuidadosamente avaliados.
Mais importante do que a idade cronológica é avaliar a fragilidade, a autonomia, a capacidade funcional e a presença de outras doenças.
Além disso, a cardiologia moderna oferece alternativas menos invasivas para muitos pacientes.
Procedimentos como o TAVI para a válvula aórtica, o MitraClip para a válvula mitral e angioplastias coronarianas complexas, incluindo o tratamento do tronco da coronária esquerda, ampliaram significativamente as opções terapêuticas para a população idosa.
Por isso, a escolha do tratamento deve ser sempre individualizada.
O objetivo é oferecer o maior benefício possível com o menor risco para cada paciente. CoronariaEsquerda SaudeDoIdoso Cardiologia Longevidade EnvelhecimentoSaudav
Fibrilação atrial no idoso
A fibrilação atrial é a arritmia mais comum da população idosa e pode aumentar em até cinco vezes o risco de AVC.
O problema é que muitas vezes ela não causa sintomas e pode passar despercebida por anos.
Quando diagnosticada, muitos pacientes precisam utilizar anticoagulantes para reduzir o risco de formação de coágulos e AVC.
Mas esses medicamentos também aumentam o risco de sangramentos.
Por isso, a decisão de anticoagular deve sempre equilibrar os benefícios da prevenção do AVC com os riscos de sangramento, de forma individualizada.
O diagnóstico precoce é fundamental.
Porque, em alguns pacientes, o primeiro sinal da fibrilação atrial pode ser justamente um AVC. Anticoagulacao Cardiologia
11/06/2026
Dissecção Aórtica em uma Jovem Atleta: quando experiência e estrutura salvam vidas
Hoje discutimos um caso marcante: uma jovem atleta, praticante de jiu-jitsu e portadora da Síndrome de Marfan, que apresentou uma grave Dissecção Aórtica.
O diagnóstico exigiu alto grau de suspeição clínica, integração entre diferentes especialistas e recursos avançados de imagem. Com o apoio da Dra. Juliana Serafim, do Arnaldo Rabischoffsky , da equipe clínica da emergência liderada por Guilherme Pompeu, reconstruções tomográficas tridimensionais e a atuação imediata do time de doenças da aorta, formado pelo Dr. Edson Nunes e Dr. Carlos Peixoto, foi possível definir rapidamente a estratégia terapêutica e oferecer o tratamento adequado para uma condição potencialmente fatal.
Casos como esse reforçam que o resultado não depende apenas da competência individual, mas da existência de uma equipe integrada, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura preparada para lidar com situações de extrema complexidade.
É um grande orgulho fazer parte desse time e, atualmente, coordenar a emergência do Hospital Pró-Cardíaco.
Todos os dias vemos na prática como diagnóstico preciso, trabalho em equipe e rapidez na tomada de decisão podem mudar histórias e salvar vidas.
Cardiointensivismo
Hipertensão arterial no idoso
A hipertensão arterial afeta mais de 60% dos idosos e continua sendo uma das principais causas de AVC, insuficiência cardíaca e infarto.
Mas tratar a pressão alta no idoso exige cuidados especiais.
Além dos níveis de pressão, precisamos avaliar fragilidade, autonomia, outras doenças e a tolerância aos medicamentos.
Pressão excessivamente baixa também pode ser um problema, aumentando o risco de tonturas, quedas e perda de qualidade de vida.
Por isso, o tratamento deve ser sempre individualizado.
Na cardiologia do idoso, não tratamos apenas números. Cardiologia PrevencaoCardiovascular
Legenda curta para o Reels:
A idade é apenas um número. Na cardiologia do idoso, o mais importante é entender como cada pessoa envelheceu e como podemos preservar sua autonomia, saúde e qualidade de vida.
QualidadeDeVida Coracao PrevencaoCardiovascular DrDanielSetta Cardiologista
08/06/2026
A cardiogeriatria é a área da cardiologia dedicada aos desafios cardiovasculares do envelhecimento, abordando doenças frequentes como hipertensão arterial, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e estenose aórtica.
Mas cuidar do coração do idoso vai muito além do diagnóstico.
É preciso avaliar autonomia, mobilidade, fragilidade, cognição e qualidade de vida para oferecer um tratamento verdadeiramente individualizado.
O objetivo não é apenas viver mais.
É viver melhor. PrevencaoCardiovascular Hipertensao FibrilacaoAtr
Hoje é um dia de muita alegria.
Correr a Meia Maratona do Rio, passando por alguns dos cenários mais bonitos da Cidade Maravilhosa, foi uma experiência especial.
Dessa vez, não havia compromisso com resultado, pace ou performance. Não tinha assessoria de corrida, planilha de treinamento complexa ou qualquer atalho. Apenas saúde, constância e força de vontade para estar ali e concluir os 21 quilômetros.
No fim, o desempenho acabou sendo até melhor do que eu imaginava. Mas isso é apenas um detalhe.
O mais importante foi poder celebrar a saúde, movimentar o corpo, estar ao ar livre e aproveitar cada quilômetro dessa festa que é a corrida de rua.
A atividade física regular continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para promover saúde cardiovascular, bem-estar e qualidade de vida.
Que venham os próximos desafios.
VidaSaudavel ExercicioFisico Longevidade
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