Dra. Carolina Schäfer
Medicina pela UERJ
Residente em Cirurgia Geral pelo HFSE
Residente em Cirurgia Plástica pelo HMBR
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Existem detalhes que não mudam o resultado da cirurgia, mas mudam completamente a experiência de quem passa por aqui.
Enquanto conversamos sobre sonhos, expectativas e planejamento cirúrgico, um café preparado com carinho faz parte desse momento.
Eu acredito que o cuidado começa muito antes do centro cirúrgico. 🤍☕
Você é do time café com ou sem chantilly? 👇
Na vida real, a cirurgia começa muito antes da primeira incisão.
Muito antes de entrar na sala, existe planejamento, conferências, alinhamento da equipe e preparação.
Por isso, o cirurgião costuma ser um dos primeiros a chegar ao centro cirúrgico.
E você? Qual foi a maior “verdade” que as séries médicas fizeram você acreditar? Me conta nos comentários que eu digo se é mito ou realidade.
Há alguns anos, a mastopexia com prótese em Dual Plane era vista com bastante resistência.
Hoje, depois de acompanhar a evolução de tantas pacientes, minha percepção é outra.
A cada alta hospitalar e a cada retorno no consultório, vejo como a combinação de uma boa indicação cirúrgica, da técnica adequada e de protocolos bem estabelecidos pode proporcionar uma recuperação mais confortável e uma evolução muito positiva.
Na cirurgia plástica, a experiência também ensina. E é ela que fortalece as escolhas que faço todos os dias em busca de resultados cada vez mais seguros e naturais.
Esta paciente já havia passado pela primeira etapa da sua jornada há cerca de 6 meses.
Após sua recuperação, chegou o momento de tratar outra queixa que também impactava sua autoestima: o excesso de gordura e a flacidez dos braços e das costas.
Neste vídeo, ela está com apenas 23 dias de pós-operatório da segunda etapa, que incluiu lipoaspiração das costas e dos braços, associada ao uso de tecnologia para auxiliar na retração da pele.
Uma das maiores preocupações de quem pensa em operar os braços costuma ser a cicatriz. E eu escuto isso com frequência no consultório.
Mas, quando a indicação é bem feita e a técnica é executada com planejamento, a cicatriz costuma f**ar bastante discreta, posicionada em uma região pouco aparente. Por isso, muitas pacientes se surpreendem ao perceber como ela f**a quase imperceptível no dia a dia.
Cada cirurgia conta uma história. E, muitas vezes, ela vai muito além da estética.
Muitas vezes, o que mais incomoda uma mulher não é o que mais chama a atenção de quem está de fora.
É comum ouvir frases como: “nem está tão ruim assim.” ou “você nem precisava operar.” Mas quem convive com qualquer incômodo sabe o peso que ele pode ter no dia a dia.
Por trás de um braço que alguém considera “normal”, pode existir uma mulher que evita regatas, escolhe a roupa pensando em esconder essa região, muda a forma de posar nas fotos ou simplesmente deixa de se sentir à vontade com o próprio corpo.
Como cirurgiã plástica, aprendi que não cabe a mim decidir o que deveria ou não incomodar uma paciente. Meu papel é ouvir, compreender a história de cada uma e, juntas, definir o tratamento que faz sentido para ela.
Conhece alguém que vive escondendo os braços ou já deixou de usar uma roupa por causa deles? Compartilhe este vídeo com essa pessoa.
A paciente mal decidiu operar e já estava planejando a próxima cirurgia. 😂
E eu entendo! Quando começamos a visualizar uma transformação, é natural querer aproveitar e resolver tudo de uma vez.
Mas cirurgia plástica não é uma corrida para fazer o maior número possível de procedimentos. É um planejamento que precisa respeitar limites de segurança. Por isso, em alguns casos, eu prefiro dividir etapas.
Se a associação de procedimentos ultrapassar o tempo cirúrgico considerado seguro, o mais prudente é fazer uma coisa de cada vez para que o resultado seja alcançado com responsabilidade.
Ter acesso direto ao seu cirurgião no pós-operatório não é um detalhe. É uma camada importante de segurança.
A recuperação acontece em casa, longe do ambiente hospitalar, e muitas vezes uma dúvida que parece pequena para a paciente pode ser decisiva para tranquilizá-la ou indicar a necessidade de uma avaliação mais cuidadosa.
Por isso, acredito que o contato no pós-operatório deve ser sem intermediários. Quando necessário, a paciente consegue falar diretamente comigo, compartilhar suas preocupações e receber uma orientação individualizada, baseada no conhecimento do seu caso e na fase exata da sua recuperação.
E para você, ter acesso direto ao seu médico após uma cirurgia faria diferença? Me conte nos comentários.👇🏼
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